
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enfrenta questionamentos devido a aumentos salariais expressivos e benefícios concedidos a dirigentes durante a gestão de Ednaldo Rodrigues. Segundo a revista Piauí, os presidentes das federações estaduais tiveram seus vencimentos reajustados em 330%, passando de R$ 50 mil para R$ 215 mil mensais.
Além disso, a CBF teria financiado hospedagens de luxo, passagens aéreas em primeira classe e ingressos para a Copa do Mundo no Catar para um grupo de 49 pessoas sem vínculos diretos com o futebol, totalizando um gasto estimado em R$ 3 milhões.
O aumento nos salários dos presidentes das federações estaduais se destaca na investigação. Antes de 2021, o valor pago era de R$ 50 mil por mês, mas atualmente chega a R$ 215 mil, acrescido de um 16º salário.
Outro ponto polêmico envolve Roberto Góes, presidente da Federação Amapaense e vice da CBF, que teve estadias em hotéis cinco estrelas e passagens aéreas para ele e sua família pagas pela entidade, totalizando R$ 114 mil. A justificativa oficial foi um tratamento médico da esposa, porém a estadia foi estendida por mais dez dias com a autorização de Ednaldo Rodrigues.
Enquanto esses gastos aumentavam, a CBF reduziu despesas com arbitragem, cancelando viagens e avaliações presenciais. Paralelamente, um projeto de R$ 60 milhões para um centro de treinamento de árbitros foi aprovado, mas o então chefe da arbitragem, Wilson Seneme, foi demitido após críticas ao desempenho dos árbitros.
A reportagem também aponta que a CBF teria pago R$ 2,5 milhões a Gustavo Feijó, ex-adversário de Ednaldo Rodrigues, para que ele desistisse de sua candidatura à presidência da entidade. Além disso, a entidade contratou a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-assessora jurídica de Arthur Lira, por R$ 10 milhões.
Outro caso relatado envolve a arquiteta Luísa Xavier, que, após ser nomeada diretora de patrimônio, denunciou Ednaldo Rodrigues por assédio moral e relatou episódios de misoginia e assédio sexual dentro da CBF.
Com infomações Revista Piauí.