
A possibilidade de Jorge Jesus assumir a Seleção Brasileira traz à tona a história de outros treinadores estrangeiros que já estiveram à frente da equipe nacional. Apesar da predominância de técnicos brasileiros ao longo dos anos, houve momentos em que estrangeiros assumiram o comando da Seleção, marcando suas passagens de maneira única.
Ramón Platero
Ramón Platero, nascido na cidade uruguaia de Canelones, chegou ao Brasil em 1919 para atuar no futebol de clubes. Com passagens por times como Fluminense, Flamengo e Vasco, conquistou títulos cariocas. Sua breve passagem pela Seleção Brasileira ocorreu em 1925, durante o Campeonato Sul-Americano, onde obteve duas vitórias sobre o Paraguai, uma derrota para a Argentina e um empate, resultando na eliminação da equipe.
Joreca
O português Joreca foi o primeiro europeu a treinar a Seleção Brasileira. Com uma trajetória marcada por diversas atividades, como jornalismo, arbitragem e educação física, Joreca teve destaque no São Paulo, conquistando três títulos paulistas. Em 1944, dividiu o comando da Seleção com Flávio Costa, resultando em duas vitórias expressivas sobre o Uruguai.
Filpo Nuñez
Em 1965, o argentino Filpo Nuñez teve a passagem mais curta como técnico da Seleção Brasileira. No amistoso de inauguração do Mineirão, a CBD decidiu que o Palmeiras representaria o Brasil, e Nuñez foi o responsável por comandar a equipe nesse dia histórico, vencendo o Uruguai por 3 a 0. Sua breve experiência ficou marcada na história como a passagem de um dia no comando da Seleção.
Esses treinadores estrangeiros deixaram sua marca na história da Seleção Brasileira, contribuindo de maneira única durante seus períodos no comando. A possibilidade de novos nomes estrangeiros assumirem o cargo no futuro mostra a diversidade e abertura do futebol brasileiro para diferentes influências e estilos de gestão técnica, enriquecendo a história do esporte no país.